Esse blusão com cara de Roberto Menescal (segundo o Celso), o Circus tocava no “Veja Você Mesmo”, eu gravei então os violões e o baixo, meu amigo Kauê gravou a bateria e o Paulinho Dias colocou seu potente driver, ou como li uma vez em uma matéria do jornal A Noticia: “seus vocais viscerais” na canção. Certo dia quando estávamos gravando o CD do Celso Blues Boy mostrei com toda a intenção do mundo a música pra ele e ele na hora:
- Tá precisando de uma guitarra aí!
- Claro tá faltando o Celso aí! Grava pra mim?
- Claro, manda o CD pra eu escutar...
(interrompo) – nada, grava agora!
E antes de escutar, de primeira ele gravou a guitarra dessa música! Depois ele quis mudar, pediu pra fazer de novo, mas como sou amante da intuição preferi deixar ela assim, de prima!!! Ele relutou, mas concordou... agora ela está aí, espero que gostem!
A Cor do Frio
(Cleiton Profeta)
Redecorando o clima de anil
Eu sinto a dor do pavor em abril
E canto um blue...
E canto um blue... azul
O aconchego das noites de frio
Um sentimento pra lá de vazio
Cantando um blue...
Cantando um blue... azul
A cor do frio tem pálida visão
A voz do vento no sopro da canção
Eu canto um blue...
Eu canto um blue... azul...
Voz – Paulinho Dias
Violões e baixo – Cleiton Profeta
Bateria – Kauê Vetter
Guitarra – Celso Blues Boy
BAIXE ELA AQUI
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Cia. Circus Musicalis apresenta a nova montagem de "Veja você Mesmo" em Joinville
A peça "Veja Você Mesmo", da Cia. Circus Musicalis, não é uma peça. E nem o Circus Musicalis é uma companhia de teatro. A provocação presente desde a própria concepção do grupo é o mote do espetáculo cênico-musical deste final de semana no Teatro Juarez Machado, em Joinville. Durante uma hora e meia, o público será convidado a uma viagem por cores, luzes e sons. É abstrato, mas não incompreensível. Desde 2001, a Circus injeta inovação no cenário teatral joinvilense. Quem viu "Cantus", "Cordas em Tempos", "Alegoria do Sonho" e "Ao Tempo" sabe bem o significado dessa dita "inovação" feita pelo diretor Cleiton Profeta e sua trupe. Arte, música, teatro, dança e artes plásticas confluem numa linguagem multimídia e lotada de referências e pensamentos sobre a natureza humana. Aos filósofos de plantão, vale a ressalva: essa análise antropológica é emoldurada por bom humor e dramaticidade. "Veja Você Mesmo", a sexta montagem da Circus Musicalis, estreou em outubro do ano passado numa sessão única. Para o público que já acompanhou a trajetória do hippie Muriel e suas divagações sobre o mundo, a coreógrafa Naiana Hess avisa das mudanças. — Está bastante alterada. Nós mudamos umas partes que consideramos um pouco monótonas e tornamos tudo mais dinâmico — avalia. O elenco, agora de 20 pessoas, dobrou e a banda que acompanha o espetáculo tem mais músicas e arranjos. Muriel, o hippie, expressa no palco seu modo de ver o mundo. Mas outros seis bilhões de pessoas, habitantes do mundo, também têm sua visão. "Veja Você Mesmo" quer transpor essa infinidade de pensamentos sobre "quem somos, quem fomos, quem seríamos" com psicodelia e uma trilha sonora recheada de rock e blues. Sete telões de projeção auxiliam elenco, acrobatas, bailarinos e banda.— O contexto do espetáculo é a criação da humanidade, tirar sarro de algumas coisas banais do dia-a-dia — diz a coreógrafa. Nem o primeiro homem, Adão, é poupado. No final, quando até mesmo espelhos entram no cenário, o público saberá como essa viagem pelos pensamentos de Muriel fala indiretamente sobre a individualidade de cada pessoa, como o próprio título explicita.
(Edson Burg - A Notícia 27/09/2008)
sábado, 4 de outubro de 2008
Companhia joinvilense Circus Musicalis lota Juarez Machado com espetáculo multimídia
No palco, os atores mostraram versatilidade ao unir a dança e o canto com a interpretação cênica

O público lotou o Teatro Juarez Machado, em Joinville, para acompanhar o espetáculo "Veja Você Mesmo", da companhia Circus Musicalis, na noite de sábado. Durante quase uma hora e meia, os espectadores deram gargalhadas com o roteiro sobre os mistérios da criação da humanidade.
No palco, os atores mostraram versatilidade ao unir a dança e o canto com a interpretação cênica, numa performance envolvente. As projeções de vídeo, que já se tornaram uma marca da companhia, também ajudaram a compor a história, interagindo com os personagens e com todo o contexto da narrativa.
A música foi uma das principais atrações da apresentação. Com um repertório bem variado, o grupo passou pelo blues, rock, pop e MPB. Os efeitos de iluminação também marcaram o ritmo.
Numa verdadeira miscelânea de figuras conhecidas do grande público, "Veja Você Mesmo" lembrou de nomes como Hebe Camargo, Luciana Gimenez, Michael Jackson, Caetano Veloso e Chico Buarque. Ao abordar os estereótipos desses personagens, os atores conseguiram arrancar aplausos dos espectadores. O poeta fingidor Fernando Pessoa também ganhou espaço com a declamação de sua "Autopsicografia".
Apesar de alguns ícones do pop serem lembrados no espetáculo, nenhum deles conseguiu mais notoriedade do que Deus. Numa releitura bem-humorada da criação do universo, a Circus Musicalis atribuiu a extinção dos dinossauros ao fato de eles não terem conseguido embarcar na arca de Noé.
— No sétimo dia, Deus descansou e criou o Brasil — disseram, em cena.
O protagonista Muriel, um hippie, permeou toda a história, narrando suas descobertas sobre a origem do universo e da humanidade. Mas o que chamou mais a atenção do público foi a entrada de Adão em cena. Trajando apenas uma sunga, com uma folha de arbusto cobrindo a parte da frente, ele animou a platéia.
(Erivellto Amaranth, A Noticia 29/09/2008)
O público lotou o Teatro Juarez Machado, em Joinville, para acompanhar o espetáculo "Veja Você Mesmo", da companhia Circus Musicalis, na noite de sábado. Durante quase uma hora e meia, os espectadores deram gargalhadas com o roteiro sobre os mistérios da criação da humanidade.
No palco, os atores mostraram versatilidade ao unir a dança e o canto com a interpretação cênica, numa performance envolvente. As projeções de vídeo, que já se tornaram uma marca da companhia, também ajudaram a compor a história, interagindo com os personagens e com todo o contexto da narrativa.
A música foi uma das principais atrações da apresentação. Com um repertório bem variado, o grupo passou pelo blues, rock, pop e MPB. Os efeitos de iluminação também marcaram o ritmo.
Numa verdadeira miscelânea de figuras conhecidas do grande público, "Veja Você Mesmo" lembrou de nomes como Hebe Camargo, Luciana Gimenez, Michael Jackson, Caetano Veloso e Chico Buarque. Ao abordar os estereótipos desses personagens, os atores conseguiram arrancar aplausos dos espectadores. O poeta fingidor Fernando Pessoa também ganhou espaço com a declamação de sua "Autopsicografia".
Apesar de alguns ícones do pop serem lembrados no espetáculo, nenhum deles conseguiu mais notoriedade do que Deus. Numa releitura bem-humorada da criação do universo, a Circus Musicalis atribuiu a extinção dos dinossauros ao fato de eles não terem conseguido embarcar na arca de Noé.
— No sétimo dia, Deus descansou e criou o Brasil — disseram, em cena.
O protagonista Muriel, um hippie, permeou toda a história, narrando suas descobertas sobre a origem do universo e da humanidade. Mas o que chamou mais a atenção do público foi a entrada de Adão em cena. Trajando apenas uma sunga, com uma folha de arbusto cobrindo a parte da frente, ele animou a platéia.
(Erivellto Amaranth, A Noticia 29/09/2008)
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Tempo Presente

Será que todo tempo é presente ?
Será que todo riso é vilão?
Não! O passado se desbota em vão
e a lembrança guarda o tempo em mim
como um roubo sem ladrão.
Não! O presente se despede assim
e o relógio escorre pelas mãos
como um eco sem ter fim.
"Eu ainda sou bem moço
pra tanta tristeza
deixemos de coisas
e cuidemos da vida
se não chega à morte
ou coisa parecida
e nos arrasta moço
sem ter visto a vida
ou coisa parecida,
ou coisa parecida...".
(Cleiton Profeta - Belchior)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Veja Você Mesmo - Texto 1
Atendendo ao pedido de um amigo estou postando o primeiro texto do "Veja Você Mesmo". Esse texto foi escrito ano passado, porém eu havia pensado nele quando eu tinha 12 anos...
Essa história é mais velha que o tempo! Pelo menos mais velha que o tempo que eu me lembro... Se bem que eu não me lembro da maior parte do tempo do tempo que passou, ou que eu passei, ou que passamos juntos... eu e o tempo! Pensando melhor quem passou foi o tempo, eu fiquei! Eu estou aqui! Vocês podem me ver agora! Olhem para mim. Já o tempo vocês não podem ver... e sabem por que? Porque ele passou! Ta certo que o espelho mudou minha foto, ou minha cara mudou o espelho, mas o fato é que mudou e vai mudar ainda mais...
Sabem, "quando eu era criança eu achava que o céu era um lugar cheio de velhinhos e doentes, por que eu achava que a gente ia pro céu do jeito que morria. Daí eu perguntei pro meu pai e ele me respondeu com aquela sabedoria de pai:
“Não filho, no céu todo mundo tem a aparência de trinta anos...”.
Imaginem que legal! Trinta anos! Nem vinte e nove, nem trinta e um. Trinta! Quantos anos você tem? Trinta? Eu também tenho trinta! A minha mãe, a minha avó, a avó da minha avó, até a Hebe Camargo tem trinta anos no céu!!
Agora falando sério, de tudo que eu via sobre o céu quando eu era criança, o que mais me intrigava eram aquelas ilustrações que vinham naqueles folhetos que Testemunhas de Jeová entregam na sua casa... esses folhetos traziam ilustrações e em uma delas havia uma feliz família, num jardim paradisíaco, com um banquete enorme e lá no fundo do paradisíaco quintal uma criancinha dando uma maçã para um leão! Putz!
Vocês não entenderam: Era uma criançinha dando uma maçã para um leão! Como pode uma criança?? Pra começar ela não tinha trinta anos... agora o pior: por que cargas d’água leões comem maçã no céu???? Era bem mais fácil ele comer a criancinha!
Sabe, e não termina aí; tem também a vez em que eu estava comendo um lindo frango assado e tornei a perguntar ao meu pai, pois criança realmente acredita ser a melhor forma de consulta:
“Pai, galinha vai pro céu?” E a resposta ele tinha na ponta da língua:
“Não filho, galinha não vai para o céu só nós seres humanos vamos para o céu, pois só nós temos alma.”.
Vixi, daí tudo se complicou ainda mais: se leão não tem alma e não é ser humano como ele tava no céu? E pior ainda havia um frango assado no banquete da feliz família no quintal paradisíaco. Como esse frango foi parar lá? Ta certo que estava assado, servido e cortado; mas convenhamos outrora ele teria que ter estado vivo ciscando as minhoquinhas do paraíso, minhoquinhas que acredito eu também não tem alma... enfim.
Depois de algum tempo cheguei a minha brilhante conclusão: meu pai não entende nada de céu!" (fragmento da peça: "Veja Você Mesmo")
Essa história é mais velha que o tempo! Pelo menos mais velha que o tempo que eu me lembro... Se bem que eu não me lembro da maior parte do tempo do tempo que passou, ou que eu passei, ou que passamos juntos... eu e o tempo! Pensando melhor quem passou foi o tempo, eu fiquei! Eu estou aqui! Vocês podem me ver agora! Olhem para mim. Já o tempo vocês não podem ver... e sabem por que? Porque ele passou! Ta certo que o espelho mudou minha foto, ou minha cara mudou o espelho, mas o fato é que mudou e vai mudar ainda mais...
Sabem, "quando eu era criança eu achava que o céu era um lugar cheio de velhinhos e doentes, por que eu achava que a gente ia pro céu do jeito que morria. Daí eu perguntei pro meu pai e ele me respondeu com aquela sabedoria de pai:
“Não filho, no céu todo mundo tem a aparência de trinta anos...”.
Imaginem que legal! Trinta anos! Nem vinte e nove, nem trinta e um. Trinta! Quantos anos você tem? Trinta? Eu também tenho trinta! A minha mãe, a minha avó, a avó da minha avó, até a Hebe Camargo tem trinta anos no céu!!
Agora falando sério, de tudo que eu via sobre o céu quando eu era criança, o que mais me intrigava eram aquelas ilustrações que vinham naqueles folhetos que Testemunhas de Jeová entregam na sua casa... esses folhetos traziam ilustrações e em uma delas havia uma feliz família, num jardim paradisíaco, com um banquete enorme e lá no fundo do paradisíaco quintal uma criancinha dando uma maçã para um leão! Putz!
Vocês não entenderam: Era uma criançinha dando uma maçã para um leão! Como pode uma criança?? Pra começar ela não tinha trinta anos... agora o pior: por que cargas d’água leões comem maçã no céu???? Era bem mais fácil ele comer a criancinha!
Sabe, e não termina aí; tem também a vez em que eu estava comendo um lindo frango assado e tornei a perguntar ao meu pai, pois criança realmente acredita ser a melhor forma de consulta:
“Pai, galinha vai pro céu?” E a resposta ele tinha na ponta da língua:
“Não filho, galinha não vai para o céu só nós seres humanos vamos para o céu, pois só nós temos alma.”.
Vixi, daí tudo se complicou ainda mais: se leão não tem alma e não é ser humano como ele tava no céu? E pior ainda havia um frango assado no banquete da feliz família no quintal paradisíaco. Como esse frango foi parar lá? Ta certo que estava assado, servido e cortado; mas convenhamos outrora ele teria que ter estado vivo ciscando as minhoquinhas do paraíso, minhoquinhas que acredito eu também não tem alma... enfim.
Depois de algum tempo cheguei a minha brilhante conclusão: meu pai não entende nada de céu!" (fragmento da peça: "Veja Você Mesmo")
sexta-feira, 27 de junho de 2008
E o tempo passou, passou, passou...
Texto do espetáculo: Veja Você Mesmo"Eu tento perceber porque o tempo
Nos remove desse instante do presente
que acontece sem descanso e apressado
a girar como a cabeça sem pescoço
e todo velho já foi moço ainda que não vá lembrar!"
Cleiton Profeta
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Veja Você Mesmo - texto sobre a tecnologia.
“A TV matou a janela”, mas por trás dela ainda há um mundo sem paredes, ou pelo menos havia, pois este nunca mais foi visto...
Entre o vidro e o espelho há uma fina camada a mesma camada que separa a razão da loucura. Todos lembram, mas fingem fogem e mesmo se o mundo não esteve dentro de você, você esteve no mundo e ele girou cada vez mais rápido e cada vez mais cheio!
A tecnologia se tornou uma prisão de vidro, a vida cada vez maior, cada vez menos vivida. Antes éramos escravos, agora não somos nada. Programamos o cérebro para não mais pensar, criamos algo para pensar por nós. Nos empurramos, nos pisamos e rezamos! Resmungamos e choramos escondidos... e agora é proibido chorar, cantar não pode mais e quem ousa é ridículo! É piegas...
Elvis morreu. Cristo morreu. O sonho acabou e a poesia fugiu com medo...
Todos riram ignoraram, fizeram de conta que não sabiam, mas no fundo éramos cúmplices! Fechamos à porta e já não havia janelas. Ficamos doidos mesmo que outrora rimos da loucura. Retiramos todos os quadros, todos! Não podíamos lembrar que em outro tempo existiram janelas. Desligamos as máquinas e dormimos um longo sono, tão longo quanto o tempo.
Éramos como pulgas em um cão, multiplicando como ratos! Esquecemos que éramos usuários e não proprietários. O ego divino nos transformou em insetos em pragas!
Fomos expulsos e vagamos para o nada! Tínhamos tudo, mas queríamos mais! E mais ainda era pouco! E muito mais já não bastava!
Éramos muitos! Éramos todos! Éramos diferentes, mas iguais. Brigamos pela terra e ela nos engoliu, lutamos pelo espaço e ele sempre esteve em torno de nós. Esperamos ir para o céu e ele sempre foi aqui. (cleiton profeta)
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