quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Pasquim achou a solução para o Brasil...

Nas praias agora todos os postos de salvamento vem sendo chamados de 
" Guarda - Vidas ", 
isso aconteceu após 
muitos evangélicos 
aos gritos de: 
"só Jesus salva!" 
impedirem a atuação 
dos Salva-Vidas. 

Dizem por aí que pelo mesmo motivo o Windows terá que trocar o aviso:"deseja salvar?" pelo:"deseja guardar?", assim como o atalho "Ctrl C" passará 
a ser "Ctrl G"... 


Afinal só Jesus salva.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Escrito fechado que nesse caso está aberto e que se dirige ao Borges que imigrou de Garuva.


(Carta aberta ao Borges de Garuva)


Tenho afeição pela vocação nômade, cigana e errante, e a sua natureza mambembe me chama atenção, como me desperta interesse todo saltimbanco, seja ele um menestrel, um bobo, um bufão, um contador de histórias, canastrão ou não! Não estou aqui para julgar sua performance nos palcos, eu seria outro tolo se o fizesse. É claro que também não o considero néscio, te julgo o oposto do tolo: o brejeiro desavergonhado! O maroto! Mambembe mesmo (no sentido reles) é a propensão que tens em se amestrar com a situação quando tens seu quinhão nela e de se elevar contra a situação quando se encontra na oposição dela! Seu dom arlequim é uma nefasta metamorfose ambulante que parece atingir todos os homens que julgamos de bem, alguns até incorruptíveis, quando se embaraçam na política. Julgo então a sua performance nos palanques! Seja seu palanque um estrado literal ou de literatura, onde vens abusando da arte de embrulhar estômagos e mentes, confesso que desconheço o real motivo de tanto estorvo para com a clareza, talvez seja apenas soberba, ou uma necessidade inconsciente de se masturbar com palavras, como músicos pouco inspirados costumam fazer com arpejos, dissonâncias, e técnicas germinadas de pura falta de conceito, clareza e bom gosto, misturando olimpíada com arte, como se o mais veloz e o mais enredado fosse o melhor! Quando se extrai um filiforme do nariz, se faz com velocidade, sem prestar atenção e sem olhar para os lados, pois é preciso evitar a sensibilidade! É assim que vejo sua gestão: como alguém a frente do espelho arrancando um pelo do nariz com total falta de sensibilidade.

A tonalidade do que é sensível é indispensável para quem ousa ocupar cargos públicos, cuja função e promessa se tornam causa de um efeito previsto (já que outrora prometido) por todos. Mas o conjecturado acaba sempre sendo ilusão perdida.
Corroboro quando sustenta que outras gestões também falharam e que vocês claramente ainda bisonhos e inábeis em suas funções se atrapalharam como palhaços, porém como palanque não é palco, não vejo motivo para risos, foram mais de três anos de antolho, arrogância e privação do sentido de ouvir o que seus possíveis eleitores conhecidos também como “contribuintes” que pagam não só seus salários de comissionados, mas suas aventuras, devaneios e sonhos profissionais, já que suas trupes trabalham quase que exclusivamente com verba pública.
Agora como é de praxe em todas as situações em que já te vi esbravejar quando não eras situação, tenta correr atrás do tempo, se faz de amigo da democracia mas, apaga e oculta qualquer indício de discordância em sua página pessoal e tenta ludibriar os incautos com o fatídico argumento de que você não é um gestor público, que apenas está um gestor público; talvez também não seja um fanfarrão, apenas esteja um fanfarrão! Com sorrisos amarelos e resmungos de esguelha tens a disposição de tentar angariar votos, pois sabe que os cândidos eleitores têm memória curta, e basta dar um mimo, talvez um elogio para a peça de cicrano, ao show de fulano, um presentinho para beltrano, aperto de mão, foto com criança, coisas do tipo, que já se faz simpático novamente!
E os nove prédios interditados, a má utilização de toda a verba, o cooperativismo,
a arrogância e inaptidão administrativa se tornam coisas do passado.
Logrado é quem se deixa iludir pela sua oratória, nessa observo uma ampla “canastrice-político-literária” que esbanja cara de pau em textos tão claros quanto a água do Rio Cachoeira, e com odor similar... Como não sou tão atroz com o meu leitor, como você é com o seu, componho a dissidência deixando claro que textos não emitem odores o que é uma sorte para quem tem lido o que vens escrevendo.
Com apreço aos amigos que tenho que porventura se aventurarem a ler essa carta, quero deixar claro que esta não passa de um cover, uma maneira desesperada em falar a mesma língua de quem a ela destino, já que ideias simples, sem enfeites, sem ornatos, de fácil interpretação parecem ser inteligíveis para este que segundo ele mesmo, não é, mas está Presidente do Conselho Administrativo do Instituto Festival de Dança e membro do Conselho Municipal de Cultura, pela Gerência de Ensino e Artes da Fundação Cultural de Joinville, que talvez por estar circundado de baba ovos de plantão, os famosos aduladores do poder que o lisonjeiam como decrépitas cortesãs abrem seus sorrisos a qualquer ébrio entorpecido que entre no bordel esperando galardões ou migalhas, seja ele essa ilha para com a verdade que é a total desaprovação da classe artística para com a sua gerência. Excluindo logicamente os assessores, os parentes, amigos íntimos e agraciados de maneira geral. É plausível que você se isole da verdade, porém suspeito perenemente que haja pelo menos um amigo que lhe conte o quão ruim está a gestão da sua trupe na Fundação Cultural, e nutro receio eterno de que seja pura patifaria suas ações! Assim como ocultar um cadáver é uma atitude suspeita, ocultar a verdade (como já fizeste comigo) é perpetuar a mentira. E nem ouse negar, temos printse testemunhas!!! Apesar do tom sério, esse é um texto de humor, sei que não arrancará risos pois, todo riso é vilão e a piada não tem graça quando é conosco. A bailarina gorda pode ser motivo de chacota, mas a piada é um dichote para a obesa que queria dançar. Uma Fundação Cultural trapalhona seria hilária nos cinemas, mas não na minha cidade. Definitivamente a piada não tem graça...

(Cleiton Profeta - 20/06/2012)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aquela Coisa Toda/ Créditos



CIRCUS MUSICALIS 10 ANOS
Gravado Ao Vivo no SESC Joinville - 29/05/2011

AQUELA COISA TODA
(Mongol)

Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos
E velha, tão velha ficou nossa fotografia

Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura
De certo que a gente perdeu a noção do limite
E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá, que virá

Voz: Vagner Magalhães
Violão: Fábio Cabelo
Baixo: Cleiton Profeta
Guitarra: Marcelo Rizzatti
Bateria: Rafael Vieira
Vídeo: Cleiton Profeta e Muriel Szym

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Loteria da Babilônia/ Já Não Basta




CIRCUS MUSICALIS 10 ANOS
Gravado Ao Vivo no SESC Joinville - 29/05/2011

LOTERIA DA BABILÔNIA

(Raul Seixas)


Vai! Vai! Vai!E grita ao mundoQue você está certoVocê aprendeu tudoEnquanto estava mudoAgora é necessárioGritar e cantar RockE demonstrar o teorema da vidaE os macetes do xadrezDo xadrez!...
Você tem as respostasDas perguntasResolveu as equaçõesQue não sabiaE já não tem mais nadaO que fazer a não serVerdades e verdadesMais verdades e verdadesPara me dizerA declarar!...
Tudo o que tinhaQue ser choradoJá foi choradoVocê já cumpriuOs doze trabalhosReescreveu livrosDos séculos passadosAssinou duplicatasInventou baralhos...
Passeou de diaE dormiu de noiteConsertou vitrolasPara ouvir músicaSabe trechos da Bíblia de corSabe receitas mágicas de amor...
Conhece em MarteUm amigo antigo lavradorQue te ensinou a terDo bom e do melhorDo melhor!...
Mas o que vocêNão sabe por inteiroÉ como ganhar dinheiroMas isso é fácilE você não vai pararVocê não tem perguntasPrá fazerPorque só tem verdadesPrá dizerA declarar!...

Voz: Cleiton Profeta

Violão: Fábio Cabelo
Baixo: Vagner Magalhães
Guitarra: Marcelo Rizzatti
Bateria: Rafael Vieira
Lata: Cleiton Profeta e Muriel Szym


JÁ NÃO BASTA
(Texto: Cleiton Profeta)


Violência urbana, fome, miséria, desemprego e o analfabetismo funcional, a seca, as enchentes, os furacões, os terremotos, e o cinema nacional, a bossa-nova, o Lula, a volta dos Mutantes e a dancinha do Jô, o mesmo tocando trompete e o mesmo tocando bongô. 
Os especiais sobre tubarões no Discovery e a Simone com seu "Então é Natal", o exagero copulatório gerando o demasiado crescimento demográfico mundial, pagode universitário, o novo show patrocinado do Caetano, música nova do Belo,o programa do Fernando Vanucci, a Fernanda Takai, o Fernando Collor de Mello.
As novelas da Record, o Trasformers 2, Zezé di Camargo, Fafá e Gal a Joelma, forró universitário e a Vanusa cantando o hino nacional, as novelas da Globo, o programa da Fernanda Young e o da Fernanda Lima,o Seu Jorge, os discos do Tom Zé e os CD's da Ana Carolina.
Sertanejo universitário, as novelas que eu não vi e abortos ilegais,os novos juros da poupança acima de 50 mil reais,a Marília Pera declamando Roberto Carlos, a Sandy, o Junior, e a Familia Lima, os Tribalistas, o MST, o Sarney, o Saia Justa, e o BBB.
Gente sem dente, gente doente, fã da Elis Regina,motel sem espelho, perna sem joelho, mulher sem vagina,o Gugu, o Faustão, criacionismo nas escolas, novelas do SBT, gripe do frango, gripe do porco, demais programas de TV.
Um ninho de mafagafa, cerveja pilsen, Lei Rouanet,o Sting fantasiado de índio, a Hortência na Playboy e a Simony,a Igreja Católica Apostólica Romana o Edir Macedo e o Vander Lee,o Wágner Montes, o governo do Rio (from hell) de Janeiro e as novelas que eu vi.
A AIDS na Africa e a AIDS no mundo, o desuso da camisinha,o ataque ás Torres Gêmeas e a favela da Rocinha,a Liga das Mulheres, o time do JEC, Casseta e Planeta Urgente,o novo disco patrocinado da Vanessa da Mata, "Galvão filma a gente"!
A falta do que fazer em Joinville, carros 1.0, trintão fã de Heavy Metal,o disco acústico do Detonautas, vinho tinto suave, qualquer fã débil mental,eleições pra prefeito, eleições pra presidente, eleições em geral,nutricionismo, engarrafamento, o atual cenário musical...


Vídeo: Cleiton Profeta
Locução: Paulinho Dias

http://palcomp3.com/circusmusicalis/

quinta-feira, 15 de março de 2012

Está na hora de acabar com o ECAD, não?

Por Regis Tadeu | Na Mira do Regis – ter, 13 de mar de 2012

Há vários órgãos no Brasil que são especialistas em criar confusões. Isto até que não seria um problema tão sério caso não viesse acompanhado de falcatruas e achaques que chegam a ser engraçados de tão ridículos. A piada da vez veio sob a forma de uma postura petulante em um texto no qual o ECAD — o órgão que "teoricamente" deveria arrecadar e distribuir os valores referentes aos direitos autorais de artistas e compositores - avisou que iria cobrar mais de R$ 300 por mês de cada blog que 'embutisse' vídeos do YouTube em seus posts.
Evidentemente, tal disparate tomou porrada de todos os lados, inclusive do próprio Google. A alegação mais que cretina era a seguinte: como o YouTube faz um pagamento por conta dos direitos autorais dos vídeos, se um blog pega um vídeo e coloca em seu site, tal atitude caracterizaria um novo uso da obra, o que levaria a uma nova cobrança e posterior pagamento. Isto é de uma estupidez asinina!
Antes de tudo, é preciso frisar de que não há o mínimo embasamento jurídico para tal cobrança, mesmo que a lei que regulamenta o direito de execução pública seja tão mal redigida a ponto de propiciar justamente interpretações mal intencionadas.
O ECAD não pode de maneira alguma estabelecer uma jurisprudência na base da intimidação e contando com o desconhecimento da lei por parte do público leigo. Até concordo que rádios on line paguem um tributo pela transmissão em tempo real, desde que a maneira como estes valores são calculados seja do conhecimento de todos. Agora, cobrar pela interação do público em relação aos vídeos e mesmo aos áudios é o fim da picada!
A coisa tomou tal proporção de rejeição e repugnância que até mesmo a direção do Google foi obrigada a vir a público e "passar um sabão" homérico na atitude do ECAD, revelando que tal falcatrua não obedece ao acordo que as duas entidades têm entre si. E mandou um recado curto e grosso: ou o ECAD parava com esta extorsão — é, não há outro termo para esta palhaçada - ou o troço iria feder em proporção internacional contra a "empresa" brasileira. É claro que o ECAD enfiou o rabo entre as pernas e soltou o tradicional comunicado "não era bem isto o que queríamos dizer, fomos mal interpretados", aquela papagaiada toda...
Precisa ser muito burro para não reconhecer que hoje os vídeos on line são uma ferramenta importantíssima — fundamental, na verdade — para que músicos e artistas em geral divulguem seus trabalhos para o mundo inteiro. E um grande componente desta "disseminação" de conteúdo são justamente os blogs, estejam eles em grandes portais ou não. Instituir taxas contra eles seria dar um tiro no pé da própria classe artística que o ECAD, "teoricamente", representa.
O problema é que desde que surgiu o ECAD enfrenta uma quase total rejeição por parte da classe artística em relação ao seu "método" de arrecadação e distribuição. Notícias 'presepeiras' não faltam em relação ao órgão. Uma das mais recentes — e inacreditáveis — é que a "empresa" recebeu condenação e teve que pagar uma grana preta de indenização para uma noiva por ter interrompido sua festa de casamento para — pasmem! - cobrar dinheiro pelas músicas que estavam rolando na comemoração. Desonestidade pura e simples, claro...
O ECAD tem uma faceta "fiscalizadora" que precisa ser muito bem investigada. E a simples menção da palavra "fiscalização" faz congelar os ossos de todo mundo envolvido nesta bandalheira.
Pergunte a qualquer artista o que ele pensa a respeito desta instituição e a resposta será sempre a mesma: é um escritório que arrecada uma grana que ninguém sabe quanto é, que demora para repassar aos artistas uma porcentagem que ninguém sabe como é calculada e que, quando o faz, o pagamento chega com um atraso ridículo. Isto fica comprovado quando se conhece o número de ações que tramitam no Sistema Judiciário tendo o ECAD como réu: quase dez mil. Dez mil!!! Porra, tem algo muito errado aí, não?
Outra coisa incrível é que o Estado de qualquer país participa de suas entidades de gestão coletiva — e o ECAD, que cuida da arrecadação de direitos autorais, é uma delas -, menos... menos... adivinhe... no Brasil! Isto faz com que o órgão seja tratado como uma "empresa privada", o que significa que não precisa dar satisfação a quem se sinta lesado por seus "métodos de arrecadação", ou seja, os artistas e o público em geral. Não é inacreditável?
Não sou contra os autores receberem uma grana pelos direitos autorais de suas obras que são veiculadas na grande mídia — leia-se "TV e rádios" -, mas do jeito que está, é inaceitável que uma associação estabeleça critérios e preços para a veiculação de músicas em todo o Brasil como se fosse uma organização policial e, pior, sem a fiscalização do Estado. A impressão que dá é que o ECAD se julga tão acima da lei e, principalmente, do bom senso que pode fazer o que quiser. Se ninguém reclamar, "tá limpo". Isto é um absurdo total!
O ECAD representa os músicos e os compositores? Não. Ele é um aliado da indústria musical, algo obviamente muito diferente. É por isto que este órgão tem que acabar e ser substituído por outro, que faça o gerenciamento da distribuição e arrecadamento dos direitos autorais de uma maneira mais justa e eficiente.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Meu Nome

Quando eu era criança e perguntavam meu nome, sempre vinha a piadinha: "Cadê o Kleidir" (se referindo ao Kleidir Ramil da dupla Kleiton e Kleidir). Na adolescência meu sobrenome já havia usurpado o lugar do meu nome e também qualquer apelido que tentassem colocar em mim, o que foi uma sorte, pois escutar: "cadê o Camargo", poderia me deixar com sérios problemas psicológicos! Com o passar dos anos fica insuportavelmente irritante ver a cara das pessoas falando: "Então faz uma profecia". O pior não é a obviedade da piada, mas sim a cara de "eu sou engraçado" que eles fazem. Eu mesmo já cometi tal façanha tentando ser simpático quando a menina diz seu nome: Sandra? Sandra Bullock... Jenifer? Jennifer Lopez... Madalena? Ô Madalena, o meu peito percebeu... Ana Carolina? Pô gata foi mal tenho uma amiga pra você... Não é em vão que nunca namorei nem uma Sandra, Jenifer, Madalena ou Ana Carolina!
Frequentemente eu penso como seria se meu sobrenome fosse Marinho, ou Fortuna: "Cadê o escafandro?" ou "empresta uma grana?" Se fosse Pinheiro iam querer me enfeitar no natal... Acho que os Robertos e os Carlos devem sofrer também, né? O Oswaldo levou um coral de negros no Festival dos Festivais e lembro que as pessoas falavam: Lá vem o Oswaldo com um monte de negros; fui a um show do Dio que quase não foi divulgado e as pessoas duvidando se realmente o Ronnie James Dio tocaria na New Time em Santo Amaro falavam: É o Dio ou o Coverdale que vem? Tá certo galera, assim a "Praça é Nossa" nunca vai sair do ar!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cachê maior Para o Público


Não é novidade que o mercado fonográfico vem mudando à velocidade da luz. E, por incrível que pareça, até o conceito de "jabá" vem sendo modificado. Para quem não sabe o que é "jabá" uma breve explicação: no inicio dos anos 40, executivos de gravadoras, como Leonard Chess (que você pode ver no maravilhoso filme Cadillac Records), começaram a oferecer suborno para convencerem radialistas a tocarem músicas de negros nas rádios. Ao serem tocadas nas rádios as músicas viravam sucessos imediatamente. Isso edificou todo o esquema do mercado fonográfico, esquema que logo migrou para toda a imprensa, programas de auditório, trilhas de novelas e tudo mais o que você puder imaginar. Portanto, caros amigos, sinto em dizer que quando sua banda favorita ganha um prêmio por ser a mais tocada ou coisa parecida, esse prêmio nada mais é que fruto de um bom jabá. Não é segredo, não é teoria,nunca foi feito de forma obscura, apenas - como a maioria das coisas do mundo - passa despercebida pela maioria das pessoas e, logicamente, essas pessoas que não percebem são as que mais consomem os produtos ditados pelo tal jabá. Mas isso é outra história.

No meu texto anterior sobre o Kaiser Chiefs, relatei o conceito de rentabilizar o esforço dos fãs. E, prestando atenção vi que muitos artistas têm promovido concursos na internet, deixando para trás emissoras de tv, rádios, vendendo o peixe sem atravessadores. O cantor, compositor, instrumentista, diretor de teatro e cinema e bebedor compulsivo de Coca-cola Zero Oswaldo Montenegro está oferecendo 30 mil reais em prêmios (15 mil para o fã que produzir o melhor videoclipe para sua nova música "Eu Quero Ser Feliz Agora", com juri formado por Paulo Mendonça - diretor geral do Canal Brasil, Paulo Fontelle - diretor de cinema e TV, Paloma Duarte entre outros) e mais 15 mil para o clipe que tiver mais acessos no Youtube. Grande sacada, né? Para facilitar, pode-se utilizar qualquer recurso áudio visual. De câmeras de celular a full HD; de animação a fotografia. Para fãs e não-fãs com um pouco de sorte e talento pode ser uma experiência produtiva. Para o artista é uma nova opção de divulgação, e o melhor: sem pagar para a corrupta indústria.

Participa do concurso quem quer, acessa o vídeo no Youtube quem quer. É a democratização do jabá!



para saber mais: www.oswaldomontenegro.com.br/concurso

(Cleiton Profeta - publicado na Wazap 4)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

14 - A Cor do Frio



CIRCUS MUSICALIS 10 ANOS
Gravado Ao Vivo no SESC Joinville - 29/05/2011

A COR DO FRIO
(Cleiton Profeta)

Redecorando o clima de anil
Eu sinto a dor do pavor em abril
E canto um blue...
E canto um blue... azul
O aconchego das noites de frio
Um sentimento pra lá de vazio
Cantando um blue...
Cantando um blue... azul

A cor do frio tem pálida visão
A voz do vento no sopro da canção
Eu canto um blue...
Eu canto um blue... azul...
Eu canto um blue ... azul...


Voz: Vagner Magalhães
Violão 12: Cleiton Profeta
Duocello: Fábio Cabelo
Guitarra: Marcelo Rizzatti
Bateria: Rafael Vieira


http://palcomp3.com/circusmusicalis/