terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sempre Brilhará

Ontem perdi um amigo, mas vou me limitar a falar do artista ao qual reverencio: Sempre que um artista que gosto morre, eu fico torcendo para que este tenha deixado muito material na gaveta, para que por anos e mais anos possa vir a tona alguma novidade. Talvez seja egoísmo, porém faz parte da natureza humana querermos vencer o tempo, assim como faz parte da natureza perdermos para ele mais cedo ou
 mais tarde, mas a arte sabe ao menos driblá-lo! Vão os homens, ficam as músicas! Para os fãs do cantor/compositor/
guitarrista, tenho a boa notícia de que o Celso Blues Boy, deixou muiiito material! Um disco inédito quase inteiro gravado comigo, outro disco gravado em Joinville no inicio da década passada, sei também de um show ao vivo no Rio de Janeiro feito no ano passado, gravado, filmado e mixado por um amigo nosso, e imagino que deva ter muito mais material!!!! Então a frase certa para esse momento é: “AUMENTA QUE ISSO É ROCK AND ROLL!”

(Cleiton Profeta, 07/08/2012)

sábado, 21 de julho de 2012

Bandas Autorais e o Cenário Joinvilense



Webdocumentário produzido pelos acadêmicos de jornalismo do Bom Jesus/Ielusc, retratando um pouco do cenário local para bandas que investem em músicas próprias. Os desafios, dificuldades e superação das bandas que estão iniciando (Quinze Quadras) e daquelas que já estão ganhando visibilidade fora da cidade (Fevereiro da Silva). Trazendo também a opinião do jornalista Rubens Herbst (colunista do Jornal A Notícia - Orelhada), dos músicos Cleiton Profeta (Banda Circus Musicalis) e Lucas Scaravelli (Banda Zombie Cookbook).


Ficha técnica:
Ana Luiza Abdala - Imagens e Produção
Karollayne Rosa - Imagens e Produção
Matheus Simões Mello - Roteiro
Polianna Moraes - Imagens e Edição
Tiffani Louise dos Santos - Imagens e Roteiro

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Músicas novas são todas “antigas”


Ontem terminei de ler um livro muito bom,Retromania— Pop Culture's Addiction to Its Own Past, que recomendo para quem gosta de conversar e debater a respeito de música — e que também manje de inglês, já que a obra, infelizmente, ainda não foi lançada no Brasil.
Ele foi escrito por Simon Reynolds, um dos mais renomados críticos musicais da Europa, e tenta explicar algo que suscita horas e horas de conversas para quem tem mais de quatro neurônios em bom funcionamento: os motivos que levam a imensa maioria das músicas que ouvimos nos dias de hoje a ser nada mais do que arremedos de composições antigas.
Mas a leitura deste livro me trouxe outros pensamentos à cabeça...
É claro que não podemos esquecer que a molecada nos dias atuais vem crescendo conectada a computadores, a celulares que funcionam como um computador e mais um monte de traquitanas tecnológicas. E isto em parte explica porque a música para esta turma não tem 8% da importância que teve para a minha geração, por exemplo.
Para mim, hoje transformado em um velho bem humoradamente ranzinza e sarcástico para alguns, ou em um _______________ (coloque aqui o seu insulto favorito) para outros, era na música que ocorriam as grandes manifestações culturais que acabaram influenciando todas as outras artes, os padrões sociais e até mesmo a política.
Quem se ligava de verdade em música fatalmente mergulhava de cabeça na leitura de bons livros, em cinema e mais um monte de outras ferramentas culturais. Hoje, o panorama cultural para as novas gerações, quando ele existe — e se é que ele ainda existe -, tem na música uma ferramenta muito, mas muito secundária em termos de importância e relevância.
O fato de você poder encontrar toda música que quiser de graça na Internet não apenas esquartejou a "galinha dos ovos de ouro" da indústria fonográfica, mas tirou todo o tesão desta turma em ouvir e prestar atenção à música em si. Reynolds, inclusive, mostra que as pessoas antigamente davam mais valor à música porque gastavam dinheiro e tempo para comprar um disco, e por causa disto extraíam tudo o que podiam daquilo que cada álbum tinha a oferecer. E o mais legal era que a grande maioria dos discos só começava a fazer sentido depois de muitas audições.
Isto é exatamente o contrário do que ocorre hoje. Como ninguém paga por nada disto, a molecada tende a negligenciar a obra, ouvindo poucas vezes e sem qualquer atenção, como que dizendo a si mesma "se eu precisar disto, baixo de novo e pronto".
É o que eu escrevi em artigos passados aqui mesmo no Yahoo: as pessoas hoje ouvem música como uma trilha sonora para uma outra atividade qualquer que estejam fazendo. Se você ouve uma canção enquanto está navegando pela Internet ou fazendo qualquer outro troço em seu computador, a última coisa em que vai prestar atenção é na música em si. Cheguei à conclusão de que tudo que é conquistado de modo fácil logo é "depreciado" e, pior, descartado.
Talvez a falta de um "elemento tátil" tenha contribuído imensamente para esta "descartabilidade", principalmente nos dias de hoje, em que discos gravados ao vivo, por exemplo, são tudo, menos "ao vivo". Se bem que as "mexidas" neste tipo de disco já não são de hoje. Meu cérebro foi parcialmente derretido depois que soube que dois de meus "álbuns ao vivo" favoritos em todos os tempos - Rocket to Russia, dos Ramones, e Live and Dangerous, do Thin Lizzy - foram regravados/refeitos em estúdio quase em suas totalidades.
O que quero dizer é que o fato de ouvirmos gravações "geneticamente modificadas" retirou o "tato dos ouvidos" das novas gerações, que passaram a se costumar com uma "perfeição" sonora facilmente manipulável. E se é manipulável, é uma farsa.
E é aí que entra o que Reynolds chama de "reinterpretação do passado". Hoje todo mundo experimenta idéias velhas envernizadas com uma camada de "modernidade e inovação" tão falsa quanto o som pasteurizado e comprimido que sai do seu mp3 player. Para o autor, não há mais a absoluta sensação de novidade e energia do passado.
O que esperar de uma geração de músicos que só conheceram a Internet como referência sonora? De minha parte, sou muito pessimista em relação a isto...
E você?

( Regis Tadeu - 06/07/2012)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Raul Seixas, o alquimista sonoro!


Tava ouvindo hoje o disco "The Byrds" do Fifth Dimension, já havia ouvido antes sem a devida e merecida atenção, e me deparei com a canção: "Mr. Spaceman", imaginei então que “S.O.S” do Raul fosse uma versão, porém fui verificar e "S.O.S" é creditada como composição do Raul Seixas, ou seja, é um plágio!!! Talvez eu seja mal informado, mas foi novidade para mim. Já havia me deparado com "Killer Driller" do Jim Breedlove (gravada pelo Elvis) de onde o barbudo havia copiado "Rock das Aranha", depois ouvi ele confessando a surrupiada em uma famosa entrevista. Como fã do Elvis, o Raul também fez uma versão de “Working on the Building” que ganhou o nome de "Gospel" que foi censurada e transformada em "Porque" na trilha sonora da novela "O Rebu" da Rede Globo, recentemente a versão com a letra censurada foi lançada e ainda se inspirando no Elvis teve a Highlander: "Eu nasci Há 10 Mil Anos Atrás" que é uma antiga canção estadunidense de domínio público homônima (I Was Born 10.000 Years Ago), e que ficou famosa na voz do rei . Já a música "O dia da saudade", é outro plágio descarado: mistura duas músicas dos Beatles ("Back in the U.S.S.R." e "Get Back"). Falando em Beatles o riff de “Peixuxa “ é um xérox de “Obladi, Oblada"...
O final de "Loteria da Babilônia" é chupada de "How Many More Times", do Led Zeppelin (que já era chupada de "The Hunter", um antigo blues de Albert King). Outra "coincidência" que encontrei na obra do Maluco Beleza, foi a melodia da canção "Gîta" claramente influenciada por "No Expectations" dos Stones, e ambas lembram "Honey I Miss You" (Bobby Russel), seria esse caso coincidência? Falando em melodia parecida: “Ave Maria da Rua” em certos trechos é idêntica a “Bridge Over Troubled Water” do Simon & Garfunkel! E desta vez duvido que seja acaso!
Enquanto escrevo esse texto toca “Honey Don't” com Carl Perkins cuja introdução de "Rock do Diabo" e um clone.
“A Beira do Pantanal” também lembra outra antiga música de domínio público chamada “Willow Garden”.
          Seria plágio ou menção “O Xote das Meninas” do Luiz Gonzaga em um trecho de "É Fim do Mês"? No caso “Você Já Foi a Bahia” no final de “Todo Mundo Explica” é clara menção, assim como "Eu Vou Botar Pra Ferver" parceria com o genial Sérgio Sampaio que tem o mesmo DNA de “Baião” do Gonzaga.
          Algumas vezes o Raul dava os devidos créditos e lançava como versão, como em “Babilina” que é “Bop-a-Lena” do Ronnie Silfo; “Não Fosse o Cabral” que é uma versão de “Slippi’n & Slidin’n” do Little Richard e “No No Song” do Ringo Starr que se transformou em “Não Quero Mais Andar Na Contramão” além de “Lucy In The Sky With Diamond” dos Beatles virarem: “Você Ainda Pode Sonhar” no debut álbum “Raulzito e Seus Panteras“.
          Tem até o caso em que ele copia ele mesmo como “Abre-te Sésamo” e “Um Som para Laio”...
          Pra quem está acostumado aos ditames da música pop tradicional, reciclar idéias textuais e melódicas soa como demérito, mas tenho certeza que muitos que cultuam artistas como Charley Patton, Robert Johnson e Pete Seger, ou mesmo coisas mais recentes, como Dylan, Rolling Stones, Led Zeppelin e afins, estão bem acostumados a isso. Eu mesmo, tenho um apreço especial por artistas que se usam desse método. Acho genial um sujeito que consegue usar idéias já existentes para se expressar dentro de um contexto totalmente novo. E Raul com todo fellatio musical, conseguiu ser mais original que todos os artistas que ocupam a grande mídia na chamada “cultura de massa”, onde após dizerem o estilo já sabemos como se vestem, como dão entrevistas, como são as letras e arranjos de toda essa papagaiada previsível e insípida que nos empurram goela abaixo! Raul foi junto aos Mutantes pioneiro na fusão de estilos ao misturar Elvis e Gonzaga, criou um personagem para si e tal criatura superou seu criador. Se tornou um mito por ter muito a dizer, coisa mais que rara nos palcos de hoje...

(Cleiton Profeta - Julho de 2012)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Pasquim achou a solução para o Brasil...

Nas praias agora todos os postos de salvamento vem sendo chamados de 
" Guarda - Vidas ", 
isso aconteceu após 
muitos evangélicos 
aos gritos de: 
"só Jesus salva!" 
impedirem a atuação 
dos Salva-Vidas. 

Dizem por aí que pelo mesmo motivo o Windows terá que trocar o aviso:"deseja salvar?" pelo:"deseja guardar?", assim como o atalho "Ctrl C" passará 
a ser "Ctrl G"... 


Afinal só Jesus salva.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Escrito fechado que nesse caso está aberto e que se dirige ao Borges que imigrou de Garuva.


(Carta aberta ao Borges de Garuva)


Tenho afeição pela vocação nômade, cigana e errante, e a sua natureza mambembe me chama atenção, como me desperta interesse todo saltimbanco, seja ele um menestrel, um bobo, um bufão, um contador de histórias, canastrão ou não! Não estou aqui para julgar sua performance nos palcos, eu seria outro tolo se o fizesse. É claro que também não o considero néscio, te julgo o oposto do tolo: o brejeiro desavergonhado! O maroto! Mambembe mesmo (no sentido reles) é a propensão que tens em se amestrar com a situação quando tens seu quinhão nela e de se elevar contra a situação quando se encontra na oposição dela! Seu dom arlequim é uma nefasta metamorfose ambulante que parece atingir todos os homens que julgamos de bem, alguns até incorruptíveis, quando se embaraçam na política. Julgo então a sua performance nos palanques! Seja seu palanque um estrado literal ou de literatura, onde vens abusando da arte de embrulhar estômagos e mentes, confesso que desconheço o real motivo de tanto estorvo para com a clareza, talvez seja apenas soberba, ou uma necessidade inconsciente de se masturbar com palavras, como músicos pouco inspirados costumam fazer com arpejos, dissonâncias, e técnicas germinadas de pura falta de conceito, clareza e bom gosto, misturando olimpíada com arte, como se o mais veloz e o mais enredado fosse o melhor! Quando se extrai um filiforme do nariz, se faz com velocidade, sem prestar atenção e sem olhar para os lados, pois é preciso evitar a sensibilidade! É assim que vejo sua gestão: como alguém a frente do espelho arrancando um pelo do nariz com total falta de sensibilidade.

A tonalidade do que é sensível é indispensável para quem ousa ocupar cargos públicos, cuja função e promessa se tornam causa de um efeito previsto (já que outrora prometido) por todos. Mas o conjecturado acaba sempre sendo ilusão perdida.
Corroboro quando sustenta que outras gestões também falharam e que vocês claramente ainda bisonhos e inábeis em suas funções se atrapalharam como palhaços, porém como palanque não é palco, não vejo motivo para risos, foram mais de três anos de antolho, arrogância e privação do sentido de ouvir o que seus possíveis eleitores conhecidos também como “contribuintes” que pagam não só seus salários de comissionados, mas suas aventuras, devaneios e sonhos profissionais, já que suas trupes trabalham quase que exclusivamente com verba pública.
Agora como é de praxe em todas as situações em que já te vi esbravejar quando não eras situação, tenta correr atrás do tempo, se faz de amigo da democracia mas, apaga e oculta qualquer indício de discordância em sua página pessoal e tenta ludibriar os incautos com o fatídico argumento de que você não é um gestor público, que apenas está um gestor público; talvez também não seja um fanfarrão, apenas esteja um fanfarrão! Com sorrisos amarelos e resmungos de esguelha tens a disposição de tentar angariar votos, pois sabe que os cândidos eleitores têm memória curta, e basta dar um mimo, talvez um elogio para a peça de cicrano, ao show de fulano, um presentinho para beltrano, aperto de mão, foto com criança, coisas do tipo, que já se faz simpático novamente!
E os nove prédios interditados, a má utilização de toda a verba, o cooperativismo,
a arrogância e inaptidão administrativa se tornam coisas do passado.
Logrado é quem se deixa iludir pela sua oratória, nessa observo uma ampla “canastrice-político-literária” que esbanja cara de pau em textos tão claros quanto a água do Rio Cachoeira, e com odor similar... Como não sou tão atroz com o meu leitor, como você é com o seu, componho a dissidência deixando claro que textos não emitem odores o que é uma sorte para quem tem lido o que vens escrevendo.
Com apreço aos amigos que tenho que porventura se aventurarem a ler essa carta, quero deixar claro que esta não passa de um cover, uma maneira desesperada em falar a mesma língua de quem a ela destino, já que ideias simples, sem enfeites, sem ornatos, de fácil interpretação parecem ser inteligíveis para este que segundo ele mesmo, não é, mas está Presidente do Conselho Administrativo do Instituto Festival de Dança e membro do Conselho Municipal de Cultura, pela Gerência de Ensino e Artes da Fundação Cultural de Joinville, que talvez por estar circundado de baba ovos de plantão, os famosos aduladores do poder que o lisonjeiam como decrépitas cortesãs abrem seus sorrisos a qualquer ébrio entorpecido que entre no bordel esperando galardões ou migalhas, seja ele essa ilha para com a verdade que é a total desaprovação da classe artística para com a sua gerência. Excluindo logicamente os assessores, os parentes, amigos íntimos e agraciados de maneira geral. É plausível que você se isole da verdade, porém suspeito perenemente que haja pelo menos um amigo que lhe conte o quão ruim está a gestão da sua trupe na Fundação Cultural, e nutro receio eterno de que seja pura patifaria suas ações! Assim como ocultar um cadáver é uma atitude suspeita, ocultar a verdade (como já fizeste comigo) é perpetuar a mentira. E nem ouse negar, temos printse testemunhas!!! Apesar do tom sério, esse é um texto de humor, sei que não arrancará risos pois, todo riso é vilão e a piada não tem graça quando é conosco. A bailarina gorda pode ser motivo de chacota, mas a piada é um dichote para a obesa que queria dançar. Uma Fundação Cultural trapalhona seria hilária nos cinemas, mas não na minha cidade. Definitivamente a piada não tem graça...

(Cleiton Profeta - 20/06/2012)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aquela Coisa Toda/ Créditos



CIRCUS MUSICALIS 10 ANOS
Gravado Ao Vivo no SESC Joinville - 29/05/2011

AQUELA COISA TODA
(Mongol)

Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos
E velha, tão velha ficou nossa fotografia

Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura
De certo que a gente perdeu a noção do limite
E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá, que virá

Voz: Vagner Magalhães
Violão: Fábio Cabelo
Baixo: Cleiton Profeta
Guitarra: Marcelo Rizzatti
Bateria: Rafael Vieira
Vídeo: Cleiton Profeta e Muriel Szym

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Loteria da Babilônia/ Já Não Basta




CIRCUS MUSICALIS 10 ANOS
Gravado Ao Vivo no SESC Joinville - 29/05/2011

LOTERIA DA BABILÔNIA

(Raul Seixas)


Vai! Vai! Vai!E grita ao mundoQue você está certoVocê aprendeu tudoEnquanto estava mudoAgora é necessárioGritar e cantar RockE demonstrar o teorema da vidaE os macetes do xadrezDo xadrez!...
Você tem as respostasDas perguntasResolveu as equaçõesQue não sabiaE já não tem mais nadaO que fazer a não serVerdades e verdadesMais verdades e verdadesPara me dizerA declarar!...
Tudo o que tinhaQue ser choradoJá foi choradoVocê já cumpriuOs doze trabalhosReescreveu livrosDos séculos passadosAssinou duplicatasInventou baralhos...
Passeou de diaE dormiu de noiteConsertou vitrolasPara ouvir músicaSabe trechos da Bíblia de corSabe receitas mágicas de amor...
Conhece em MarteUm amigo antigo lavradorQue te ensinou a terDo bom e do melhorDo melhor!...
Mas o que vocêNão sabe por inteiroÉ como ganhar dinheiroMas isso é fácilE você não vai pararVocê não tem perguntasPrá fazerPorque só tem verdadesPrá dizerA declarar!...

Voz: Cleiton Profeta

Violão: Fábio Cabelo
Baixo: Vagner Magalhães
Guitarra: Marcelo Rizzatti
Bateria: Rafael Vieira
Lata: Cleiton Profeta e Muriel Szym


JÁ NÃO BASTA
(Texto: Cleiton Profeta)


Violência urbana, fome, miséria, desemprego e o analfabetismo funcional, a seca, as enchentes, os furacões, os terremotos, e o cinema nacional, a bossa-nova, o Lula, a volta dos Mutantes e a dancinha do Jô, o mesmo tocando trompete e o mesmo tocando bongô. 
Os especiais sobre tubarões no Discovery e a Simone com seu "Então é Natal", o exagero copulatório gerando o demasiado crescimento demográfico mundial, pagode universitário, o novo show patrocinado do Caetano, música nova do Belo,o programa do Fernando Vanucci, a Fernanda Takai, o Fernando Collor de Mello.
As novelas da Record, o Trasformers 2, Zezé di Camargo, Fafá e Gal a Joelma, forró universitário e a Vanusa cantando o hino nacional, as novelas da Globo, o programa da Fernanda Young e o da Fernanda Lima,o Seu Jorge, os discos do Tom Zé e os CD's da Ana Carolina.
Sertanejo universitário, as novelas que eu não vi e abortos ilegais,os novos juros da poupança acima de 50 mil reais,a Marília Pera declamando Roberto Carlos, a Sandy, o Junior, e a Familia Lima, os Tribalistas, o MST, o Sarney, o Saia Justa, e o BBB.
Gente sem dente, gente doente, fã da Elis Regina,motel sem espelho, perna sem joelho, mulher sem vagina,o Gugu, o Faustão, criacionismo nas escolas, novelas do SBT, gripe do frango, gripe do porco, demais programas de TV.
Um ninho de mafagafa, cerveja pilsen, Lei Rouanet,o Sting fantasiado de índio, a Hortência na Playboy e a Simony,a Igreja Católica Apostólica Romana o Edir Macedo e o Vander Lee,o Wágner Montes, o governo do Rio (from hell) de Janeiro e as novelas que eu vi.
A AIDS na Africa e a AIDS no mundo, o desuso da camisinha,o ataque ás Torres Gêmeas e a favela da Rocinha,a Liga das Mulheres, o time do JEC, Casseta e Planeta Urgente,o novo disco patrocinado da Vanessa da Mata, "Galvão filma a gente"!
A falta do que fazer em Joinville, carros 1.0, trintão fã de Heavy Metal,o disco acústico do Detonautas, vinho tinto suave, qualquer fã débil mental,eleições pra prefeito, eleições pra presidente, eleições em geral,nutricionismo, engarrafamento, o atual cenário musical...


Vídeo: Cleiton Profeta
Locução: Paulinho Dias

http://palcomp3.com/circusmusicalis/